sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Margarida Marante

Margarida Marante

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Margarida Marante
Nascimento29 de junho de 1959
Lisboa
Morte5 de outubro de 2012 (53 anos)
CidadaniaPortugal
Alma materUniversidade Católica Portuguesa
Ocupaçãojornalista
Maria Margarida Marante Rodrigues Anjos(LisboaSão João de Brito29 de Junho de 1959 - LisboaSão Sebastião da Pedreira5 de Outubro de 2012) foi uma jornalista portuguesa.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1976 entra para o semanário Tempo. No ano seguinte colabora na revista Opção. Em 1978, por concurso público, ingressa na informação da recém-criada RTP2. No ano seguinte muda-se para a RTP1. De 1983 a 1985 realiza uma especialização em jornalismo nos Estados Unidos da América.[1] Na RTPapresentou vários programas de grandes entrevistas, tendo efectuado também reportagem e recebido um prémio por um trabalho sobre maus-tratos infantis.
Em 1989 é convidada para dirigir a revista Elle. Em 1991 entra para a TSF e torna-se colaboradora do semanário Expresso.
Em 1990 é, com Maria Antónia Palla e Maria Elisa Domingues, despedida da RTP pelo então director-geral José Eduardo Moniz.[2] O motivo alegado é o facto de acumularem o trabalho na televisão pública com cargos nas recém-fundadas revistas femininas (ela como directora da edição portuguesa da Elledesde 1989, Maria Elisa na mesma posição na edição portuguesa da Marie Claire e Palla chefiando a redacção da Máxima). As três jornalistas levam o caso em tribunal e ganham. Mas, ao contrário de Maria Elisa, que exige a reintegração, Margarida, que entretanto voltara à advocacia (no mesmo ano em que foi despedida da RTP também saiu da Elle) decide não o fazer.
Em 1992 faz parte da equipa fundadora do novo canal de televisão SIC. Apresenta aí os programas de actualidade política Sete à Sexta e Contra-Corrente, assim como Crossfire (este com Miguel Sousa Tavares, com o qual já apresentara, na RTP, A Hora da Verdade). A partir de 1996 lança um programa de hora e meia de reportagem e debate sobre temas sociais, Esta Semana, que se mantém até 2001, sendo líder de audiências e premiado com um Globo de Ouro em 1999. Entre 2000 e 2001 apresenta ainda um programa de debate político com José SócratesPaulo Portas e Proença de Carvalho. Sai da SIC em outubro de 2001, em solidariedade com Emídio Rangel, então seu marido e director do canal desde a sua fundação, que entrara em conflito com a administração e saíra em setembro.[3]
Regressa à TSF em 2003, efectuando também entrevistas para a Notícias Magazine, revista de domingo do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias. Entre 2006 e 2009 publica no semanário Sol uma entrevista/perfil de um protagonista da actualidade política.
Entre 2009 e 2010 é directora de comunicação da Assistência Médica Internacional. A partir de 2010 trabalha no livro-reportagem "Portugueses na América", um projecto da FLAD (Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento). O livro foi lançado a 6 de dezembro de 2012.[4]
Foi militante do PSD, tendo-se filiado em 1974, com Francisco Pinto Balsemãocomo proponente, mas afasta-se a partir de 1980, com a morte súbita de Francisco Sá Carneiro.[5]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Marante foi casada com o empresário Henrique Granadeiro, de quem teve um filho e duas filhas, Henrique Miguel, Catarina Maria e Joana Margarida Marante Granadeiro, e de quem se divorciou, e com o também jornalista Emídio Rangel,[6] sem geração.
Assumiu ser dependente de drogas. O vício em cocaína iniciou-se com o marido Emídio Rangel.[7]
Morreu a 5 de Outubro de 2012, vítima de ataque cardíaco.[8]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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